segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Medo de Àgua

                                           
O medo da àgua é mais comum do que se imagina, mas pode ser superado com a ajuda de profissionais especializados

Desde os tempos primórdios o homem cultiva um certo temor em relação à àgua. O medo é explicado pelo fato de ser ele um animal terrestre e o meio líquido um ambiente totalmente diferente de seu habitat. Mas esse medo pode ser interpretado de diferentes formas. Para uns, o sentimento tem uma conotação de prudência ou salvaguarda, enquanto para outros é encarado como um desafio a ser vencido.

Porém, há pessoas nas quais esse sentimento é exacerbado, tornando-se um obstáculo ao convívio com a água. Em alguns casos. chega a ser descontrolado, o que então caracteriza uma grave fobia, no caso da água, uma HIDROBOBIA.

" A fobia é o medo patológico. Quando em contato com o objeto fóbico, o indivíduo entra em pânico e tem uma intensa crise de ansiedade, com manifestações físicas como taquicardia, sudorese, vertigem, respiração acelerada. Com isso, a tendência é a pessoa se esquivar desse objeto."

O medo é um sentimento inerente ao ser humano, que nasce preparado para afastar-se de situações que não condizem com sua natureza."Trata-se da teoria do preparo, na qual o organismo  seria preparado para afastar-se de estímulos perigosos.
O homem não domina o meio aquático, por isso evita naturalmente a àgua, mesmo não sendo um caso de fobia.

Raízes da Fobia

Existem razões para uma pessoa desenvolver fobia em relação a àgua as  mais comuns são:

- O ser humano nasce com um senso natural de perigo, no caso o medo, desperto em determinadas situações.

- Outra denominada teoria do aprendizado, diz respeito a pais anciosos, que por excesso de zelo transmitam insegurança aos filhos. Estes, por conseqüência, poderiam desenvolver um medo exacerbado ou até mesmo alguma fobia.

- Mas no caso do medo em relação a àgua, a teoria com maior incidência é a do trauma. São comuns os casos de pessoas que foram expostas a situações de perigo no meio aquático. Pessoas que passaram por esse tipo de situação acabam evitando banhar-se em piscinas, no mar, mas há quam evite até mesmo o simples contato do rosto com a àgua.


                                            

Tratando o Medo

O cérebro humano é reprogramável, aberto a experiências externas o que torna possível a superação da fobia. No entanto, essa reprogramação deve ser feita com o consentimento da pessoa, de forma segura e tranqüila, para que não seja uma, ou mais uma, experiência traumática.

O processo prevê a exposição da pessoa ao objeto desencadeante da fobia de forma lenta e gradual.Em um primeiro momento, o indivíduo evita, mas, depois, a prática torna-se prazerosa e ele passa a controlar a situação.

Entretanto, em casos mais graves, o tratamento adequado deve ser feito por um psicólogo, ou até mesmo um psiquiatra, e complementado pelo trabalho desenvolvido na piscina por um instrutor de natação especializado.

A adaptação da pessoa deve acontecer sem nenhuma imposição, da forma mais natural possível, pois só assim há condições do medo ou fobia ser superado. No começo, a pessoa só tomará um banho de piscina, às vezes fica só com os pés na àgua, sem nenhuma imposição.

A dificuldade na superação do medo em relação a àgua está na submersão da cabeça, que é o centro nervoso do corpo. O primeiro passo, após a ambientação inicial é aprender a controlar a respiração e a lidar com a pressão para não permitir a entrada da àgua nos orifícios da cabeça.

O segundo passo é aprender a flutuar, controle da respiração e flutuação são a essência da natação. Depois vem a propulsão, deslocamento, aí a pessoa já parte para a aula de natação propriamente dita.

Mas para vencer o medo, a pessoa precisa tornar-se independente e aprender a sobreviver na àgua quando não houver possibilidade de ficar em pé ou segurar-se em algum lugar. Essa independência pode ser conquistada dominando a flutuação de frente, e de costas (sendo de costas a única forma de descanso na àgua, pois a pessoa consegue manter o nariz e a boca fora da àgua), e no nado cachorrinho, que possibilita um deslocamento seguro, sem a necessidade de afundar a cabeça na àgua.
fonte: Aquabrasil

domingo, 28 de novembro de 2010

Benefícios da Natação

                         

A água, desde as culturas antigas, sempre esteve associada a idéia de cura e purificação.
Ainda na atualidade, são freqüentes as crenças sobre as propriedades curativas da água. O fato é que, através dos tempos, por meio de observações sistemáticas, tentativas e erros, foram aprimorando-se os conhecimentos sobre os reais efeitos benéficos da imersão na água.

Os efeitos benéficos da imersão atingem diversos sistemas corporais e podem tornar a prática da natação extremamente atrativa para o aprimoramento da saúde e do condicionamento físico em geral. Do ponto de vista psicológico a imersão é capaz de gerar, especialmente sob condições de temperatura agradáveis, grande sensação de bem estar e relaxamento.
As atividades realizadas na água também possuem grande valor como ferramenta para o incremento da aptidão física relacionada a saúde.
A densidade e viscosidade específicas da água podem ser usadas como ferramentas para exercícios de fortalecimento muscular localizado. Além disso, tais propriedades também contribuem com sobrecarga adicional para realização de exercícios aeróbios.
A força exercida pela água reduz a incidência de edemas, por gerar uma compressão significativa nas áreas corporais imersas, o que contribui para o aprimoramento da circulação linfática, da circulação periférica e do retorno venoso sanguíneo. Esse aumento do retorno venoso gera, por sua vez, um incremento da diurese, fator benéfico para indivíduos com tendência a retenção líquida.

                                           
Do ponto de vista respiratório, os benefícios também são evidentes. O simples fato de estar dentro da área de uma piscina proporciona ao indivíduo a possibilidade de respirar um ar mais úmido, o que naturalmente tornará suas vias respiratórias menos reativas.
Além disso. o fato de o indivíduo ter de inspirar com parte do seu corpo imerso gera um fortalecimento da musculatura envolvida no processo de inspiração, uma vez que será necessário, a fim de expandir a cavidade toráxica para o enchimento dos pulmões, vencer a resistência imposta pelo meio líquido.
Ao nadar, o indivíduo deve ainda vencer a resistência da água para realizar a expiração subaquática, o que proporciona novamente o fortalecimento da musculatura respiratória.
Por fim, há ainda que destacar a ação da flutauação sobre o corpo imerso. A força da flutuação é de grande importância ao dar suporte as articulações e estabilizar o corpo, e essa relação é mais evidente à medida que uma área corporal maior está em imersão. Assim, quanto mais um corpo está imerso, maior será  a ação do empuxo e, conseqüentemente, menor a sobrecarga exercida pela ação da gravidade.
fonte: Márcia Greguol

História da Natação






Tão Antiga quanto a história da humanidade é a relação de prazer e necessidade do homem com a água. Saber nadar, desde os tempos antigos, sempre representou vantagem para que o ser humano fosse capaz de sobreviver, obtendo proteção ou alimento.
Além desse aspecto ligado a sobrevivência, outro ponto fundamental é a sensação de prazer possível de se vivenciar pelo contato com o meio líquido.
Embora os estilos de nado atualmente conhecidos tenham começado a surgir em meados do século XlX na Europa, a prática da natação propriamente dita encontra registros muito mais remotos, demosntrando que as civilizações antigas já compreendiam o significado de sua disseminação.
A importância das atividades aquáticas começou a ficar mais evidente na Idade Antiga. Na Índia, achados  arqueológicos revelam que há mais de cinco mil anos já existiam piscinas com aquecimento para a prática de atividades aquáticas. Na Grécia e em Roma, a Natação tornou-se extremamente popular e os cidadãos mais nobres eram estimulados à sua aprendizagem e prática.
fonte: Márcia Greguol